Todos gostam de heróis ou inventores, nós brasileiros tivemos alguns ao longo dos anos, eu recentemente meio sem querer fui à casa de um deles... Vou explicar, estávamos no Rio e por engano peguei a rodovia Rio Petrópolis, o retorno ficava longe e acabei decidindo seguir em frente, a subida da serra é perigosa, transito intenso, muitos caminhões e sem acostamento, chegando a Petrópolis percebemos uma atmosfera diferente, ali se preserva a história, alguns bairros não parece ter casas só palácios da época do Brasil colônia, alguns transformados em hotéis, como só iria ficar uma noite escolhi um dos melhores, no quarto me surpreendi com tamanha suntuosidade, havia uma cama king size, meu corpo afundava no colchão, travesseiros de pena de ganso, janelas enormes a sala da minha casa cabia no banheiro, só estranhei a ausência de ar condicionado, à noite percebi que era desnecessário, alias era melhor ter uma lareira já que a temperatura baixou bastante, pela manhã saímos para um passeio de reconhecimento, fomos a praça principal ali existem várias charretes com cocheiros vestidos a caráter, um deles falou que nos levaria em todos os principais pontos turísticos, a charrete deslisava em meio aos carros, nos pontos turísticos ele parava para fotos e explicações, o lugar que mais gostei foi à casa do Santos Dumont, entre muitos inventos o avião talvez tenha sido o mais importante, na casa era quase tudo adaptado, pois sua altura era pouco mais de um metro e meio, a começar pela escada o degrau e cortado no meio de modo que você e obrigado a iniciar pelo pé direito, o que deu motivos a várias explicações como por exemplo, ele ser supersticioso, mais na verdade era por causa do tamanho da sua perna, ele inventou um chuveiro com água quente, era uma balde todo furado com duas mangueiras onde uma delas entrava água quente, sua cama era uma pequena escrivania que a noite ele colocava um colchonete, um fato bastante curioso; ele morava em Paris e quando chegava em Petrópolis, por não ter telefone, ele subia no telhado da casa e hasteava a bandeira do Brasil para avisar seus amigos que estava em casa, a planta da casa é assinada por Oscar Niemayer. Mas Petrópolis tem muito mais, o Palácio de Cristal o Hotel cassino Quitandinha, o Palácio Imperial, aliás onde sai frustrado por dois motivos, apesar do interior ser lindo, você ter que andar de pantufas para não riscar o chão, não é permitido tirar fotos, o outro é; tem retratos em todos os cômodos em todos eles só tinha gente feia, parece que no tempo do império só tinha gente feia, Petrópolis também e conhecida pelo seu intenso comércio de vestuário na rua Teresa, se for a Petrópolis você deve faça reservas antes, e passe pelo menos dois dias por lá.César Augusto Dias Eleodoro
Turismólogo.
1 comentários:
Este comentario é uma realidade da minha terra natal.... ainda bem que so falou a coisas boas....rs.
Infelizmente o povo petropolitano esquece que o Imperio ficou no passado e que apenas a cidade é imperial...somos reles plebeus.
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